O vereador Ilde Taques (Podemos) rebateu nesta terça-feira, 26 de maio, a declaração do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de que a disputa pela Mesa Diretora da Câmara estaria sendo usada para construir um projeto político “anti-Abilio”.
Pré-candidato à presidência da Casa para o biênio 2027/2028, Ilde afirmou que não vê nenhum grupo articulando contra o Palácio Alencastro e disse que o foco do Legislativo continua sendo a discussão de projetos de interesse da Capital.
“Eu não vejo isso não. Até mesmo porque o Abilio não está disputando. Se ele estivesse disputando, talvez seria. Mas a disputa é entre eu, o vereador Dilemário e talvez a vereadora Paula Calil”, afirmou.
A declaração ocorre após Abilio anunciar que vai se afastar das articulações da Mesa, manter apoio político à presidente da Câmara, Paula Calil (PL), e afirmar que parte dos vereadores estaria tentando estruturar um movimento de independência ou oposição ao Executivo.
Ao responder, Ilde ressaltou que a Câmara tem votado pautas consideradas estratégicas pela Prefeitura e citou como exemplo a autorização para remanejamento de recursos e a aprovação do empréstimo de R$ 112 milhões.
“Nós queremos discutir projetos bons para Cuiabá. E, se as matérias do Executivo vierem de encontro com o que a sociedade espera, nós vamos apoiar”, disse.
“Desde o início estamos juntos. Passamos um ano complicado, principalmente financeiramente. Ajudamos em pautas importantes, como o redirecionamento de mais de R$ 900 milhões e agora também a aprovação do empréstimo de R$ 112 milhões para investimentos na cidade”, completou.
Questionado se a fala do prefeito poderia ser interpretada como um recado para tirá-lo da base de sustentação, Ilde afirmou que pretende tratar do assunto diretamente com Abilio. “Eu não sei. Vou até perguntar para ele”, comentou.
Sobre a resistência ao próprio nome na disputa interna, o vereador avaliou que o cenário passa mais por uma preferência política da base aliada pela permanência de Paula Calil no comando da Casa do que por rejeição à sua candidatura.
“Na verdade, eu não acho que a resistência seja ao meu nome. Eu acho que existe uma preferência pela presidente Paula. Eu vejo isso com naturalidade. Cada um pensa da forma que quer. E eu tenho que fazer o meu papel de continuar trabalhando, buscando votos e conversando com os parlamentares”, afirmou.
A eleição da Mesa Diretora está marcada para 25 de agosto e deve seguir como um dos principais focos de articulação política em Cuiabá nas próximas semanas.
