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Sexta-feira, 20 de Março de 2026, 15h:39 - A | A

ministro do STF

Gilmar quis ‘estudar o caso’ e deixou voto sobre prisão de Vorcaro para o último dia

R7

ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes ainda não votou sobre a manutenção ou não da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A expectativa é que o voto seja publicado ainda nesta tarde, mas o ministro tem ate as 23h59 para se manifestar. O blog apurou que ele quis estudar o caso e achou importante ler tudo com calma.

Na prática, ele quis de fato ler e estudar bem o processo. Os ministros só tiveram acesso quando começou a votação, na última sexta-feira (13),em razão do sigilo do processo.

Na semana passada, com apenas 50 minutos de julgamento, já havia maioria para manter a prisão de Vorcaro. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, mantiveram a prisão.

Na modalidade virtual, que normalmente dura uma semana, não há debates, pois os ministros apresentam o voto pela internet. Porém, se houver pedido de vista, o julgamento será suspenso. E, se um dos ministros pedir destaque, o caso será levado ao plenário presencial, onde será avaliado por toda a Corte.

Fazem parte da Segunda Turma do STF os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli — que se declarou suspeito para votar a ação. Assim, falta apenas um voto.

Toffoli era relator do processo, mas acabou afastado dessa função após a PF (Polícia Federal) encontrar mensagens no celular do banqueiro com referências ao ministro. Na quarta-feira (11), o magistrado também se declarou suspeito para analisar todos as ações relacionadas ao caso.

Prisão do banqueiro

Menos de um mês após ser designado novo relator do caso do Banco Master no STF, o ministro André Mendonça tomou a primeira decisão no processo: determinar a segunda prisão de Daniel Vorcaro, em 4 de março.

O banqueiro foi preso em São Paulo, em meio à quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras. A PF divulgou que o grupo investigado tinha quatro núcleos principais de atuação:

  • Núcleo financeiro: responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
  • Núcleo de corrupção institucional: voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
  • Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro: garantia o uso de empresas interpostas;
  • Núcleo de intimidação e obstrução de justiça: responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

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