O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), revelou que recebeu mensagens denunciando que outros possíveis casos de abuso sexual podem ter ocorrido na escola municipal no bairro Pedregal, onde um caso envolvendo um menino de 9 anos veio à tona essa semana. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nessa sexta-feira (12).
“É um caso que, se for comprovado, é muito grave. Também tenho recebido mensagens de outras pessoas falando que poderia ter mais um ou outro caso envolvendo o mesmo grupo de crianças. Não tenho certeza disso. Como não sou policial civil, eu não tenho condição de fazer essa investigação, o que a gente faz é a colaboração. A Prefeitura de Cuiabá informa todos os dados necessários para que a polícia possa fazer a investigação”, afirmou.
O caso que se tornou público na quinta-feira (11), começou a ser investigado após a mãe da criança registrar boletim de ocorrência no dia 17 de novembro. Conforme o documento, a mãe do menino relatou que, além do estupro coletivo, o menino também sofria agressões recorrentes. Os episódios teriam sido cometidos por cinco colegas, que têm em torno de 12 anos.
Os abusos teriam ocorrido em agosto, mas o boletim de ocorrência só foi formalizado em 17 de novembro.
A mãe também destacou que a criança era constantemente ameaçada pelos colegas para não contar o que estava acontecendo.
Ainda conforme o documento, os atos de violência teriam ocorrido dentro do banheiro da unidade escolar, onde os agressores aguardavam a vítima. Segundo a mãe, os agressores teriam inserido um lápis e tentado forçar penetração anal, além de obrigá-lo a praticar atos sexuais.
O secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, informou que adotou todas as medidas administrativas cabíveis, incluindo o acionamento do Conselho Tutelar e da Rede Protege. Ele também ressaltou que o caso segue sob apuração e que, até o momento, não há comprovação dos fatos denunciados.
As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica).



