icon-weather

Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 10h:25 - A | A

CONTRATOS SOB SUSPEITA

Gomorra mira bloqueio de R$ 2,9 mi e afasta quatro servidores

Balanço da segunda fase aponta 26 ordens judiciais, oito buscas e apreensão de R$ 17 mil em espécie na casa de um investigado

Da Redação

Quatro servidores públicos foram afastados das funções e R$ 17 mil em espécie foram apreendidos na residência de um dos investigados durante a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada nesta quarta-feira (1º), em Cuiabá e Campo Verde.

O balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) aponta o cumprimento de 26 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, uma medida de afastamento de sigilo fiscal, quatro afastamentos cautelares de servidores públicos e 13 ordens de indisponibilidade de bens e arresto de ativos financeiros.

A operação apura supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública. O Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), responsável pela investigação, também requereu à Justiça o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 2,9 milhões.

Conforme o MPMT, a medida busca assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar valores que possam estar relacionados às irregularidades investigadas.

As diligências foram cumpridas em residências e empresas ligadas aos investigados em Cuiabá. Em Campo Verde, as equipes estiveram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos alvos da apuração. 

A nova fase da Gomorra também incluiu quebra de sigilos telemático e fiscal, além da indisponibilidade de bens de agentes públicos e particulares. As medidas foram autorizadas pela Justiça para aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a eventual participação dos envolvidos em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

A ação foi conduzida pelo MPMT, por meio do Naco Criminal, com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Comente esta notícia