O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter o mesmo tratamento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve durante o período em que esteve preso na Polícia Federal do Paraná. Lula ficou 1 ano e 7 meses preso por condenações relacionadas à Operação Lava Jato, e, segundo Brunini, teve privilégios que não foram estendidos a Bolsonaro.
“Se o Bolsonaro tivesse pelo menos o mesmo tratamento que o Lula teve, já seria melhor. Porque o Lula dava entrevistas, o Lula tinha liberdade, o Lula fazia o que queria”, declarou o prefeito.
Para Brunini, as circunstâncias são diferentes entre os dois casos: “Infelizmente, não é a mesma circunstância. O Lula foi preso por corrupção, o Bolsonaro está sendo preso por oposição”.
O chefe do executivo municipal aproveitou para fazer uma avaliação mais ampla sobre o momento político do país, defendendo que apenas uma mudança no cenário eleitoral poderia alterar a situação atual. “Então, é o Brasil que nós vivemos. Infelizmente, nós estamos num momento que só um processo eleitoral que tire o presidente atual da República que vai mudar essa situação do Brasil”, afirmou.
Brunini comentou também o acidente do ex-presidente que sofreu uma queda e bateu a cabeça dentro da sede da Polícia Federal, em Brasília. “A informação que a gente tem é essa, que ele sofreu um acidente lá dentro da Polícia Federal”, relatou o prefeito, explicando que não há, até o momento, uma explicação mais detalhada sobre o ocorrido.
De acordo com Brunini, Bolsonaro passa por avaliação médica, e será solicitado novamente o benefício da prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu imagino que vai passar pela mão do Alexandre de Moraes novamente essa decisão”, disse, em referência ao ministro relator do caso.
O prefeito falou sobre uma decisão “sensata” quanto ao pedido: “Espero que ele tome uma decisão sensata e conceda a prisão domiciliar ao presidente Bolsonaro até que haja um processo adequado para a anistia de todos eles”.


