O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as acusações de “pedalada” na Educação e voltou a defender que a própria gestão levou aos órgãos de controle as suspeitas envolvendo a compra de livros e materiais didáticos da Secretaria Municipal de Educação.
A declaração ocorre em meio à polêmica sobre contratos da pasta, após a Prefeitura apontar suspeitas de irregularidades na aquisição de materiais. Segundo a gestão, parte dos livros apresentaria erros e não teria utilidade para o modelo de ensino da rede municipal.
Abilio afirmou que os problemas encontrados nos materiais devem ser encaminhados à Controladoria e aos órgãos de fiscalização. Ele também defendeu que a editora responsável faça as correções ou devolva os itens que apresentarem falhas.
“Eu acredito que esses erros têm que ser apontados mesmo diretamente à Controladoria e pedir para que a editora faça a correção desses materiais, que faça a devolução dos materiais que estiverem errados. Eu acredito que esse é o papel mesmo dos órgãos de controle”, disse.
Segundo o prefeito, a denúncia partiu da própria gestão municipal. Ele afirmou que a Prefeitura não tentou esconder os problemas encontrados e que acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para acompanhar o caso.
“Quando nós chamamos o Conselho Tribunal de Contas, eu mandei também para o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Então, quando nós cooperamos com todos eles, encaminhando a denúncia e fazendo a denúncia, é importante até deixar claro que, se a gente não tivesse falado, ninguém teria feito essa denúncia. Essa denúncia surgiu com a gente”, afirmou.
Abilio disse ainda que, ao identificar possíveis irregularidades na administração, a obrigação da gestão é tornar o caso público, informar os órgãos de controle e cobrar explicações dos responsáveis.
“Nós, em vez de escondermos algo que a gente identificou de errado, a gente trouxe a público. Mais do que trouxe a público, a gente falou inclusive para os órgãos de controle e trouxemos ele para dentro da fiscalização. Eu acho que esse é o nosso papel”, completou.
A fala ocorre após o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, negar irregularidades e acusar a atual gestão de usar o caso como “cortina de fumaça” para esconder problemas financeiros na pasta. Amauri também afirmou que haveria uma “pedalada” superior a R$ 100 milhões na Educação.
Questionado sobre a acusação, Abilio negou que sua gestão tenha cometido irregularidade fiscal e afirmou que a execução financeira da Prefeitura segue o que está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).
“Aquilo que eles chamam de pedalada, a gente chama de LOA. E LOA prevê a gente poder fazer execução financeira e deixar resto a pagar para o ano seguinte. Às vezes, a distorção das falas se dá propositadamente para formar narrativa”, declarou.
