O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, aposta na manutenção da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do estado, mesmo diante da simpatia pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que também pretende disputar a vaga. Segundo ele, Bolsonaro deverá ser “convencido” a aceitar Wellington e a respeitar a decisão do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto.
“Ele [Bolsonaro] vai aceitar a escolha. Mudar a vontade dele acho que não muda, mas aceitar a decisão do partido eu acho que aceita”, afirmou Ananias em entrevista ao Agora Pod, admitindo que Wellington, de fato, não é visto como o nome preferido pela principal liderança do partido e um dos maiores puxadores de votos do país.
Questionado se a simpatia pessoal do ex-presidente não teria mais peso entre os eleitores do que a orientação partidária, o dirigente disse acreditar que não totalmente, ainda que reconheça que o cenário pode dividir o voto bolsonarista.
“Eu não creio que haja modificação no cenário. Isso é uma simpatia pessoal e de forma alguma influenciará no voto do eleitor. O voto será definido em cima da plataforma de governo. O presidente Bolsonaro tem muitos seguidores que, no que ele determinar, é lei, mas também há muitos que não seguem totalmente essa orientação e preferem acompanhar a orientação partidária”, avaliou.
Ananias reforçou que Wellington mantém o “selo do partido” e segue com uma pré-candidatura “sólida e concreta” assegurada por Valdemar. Para ele, a candidatura própria do PL se justifica por ser resultado de anos de articulação e crescimento eleitoral.
“A candidatura do PL existe porque lá atrás nós fizemos o dever de casa. Nós temos condições de lançar a candidatura e é isso que estamos fazendo. Os resultados da eleição estadual de 2022 nos fortaleceram em 2024, o que nos credenciou para que, em 2026, nós não só sentássemos à mesa, como fôssemos donos da convocação da mesa”, afirmou.
Nas eleições municipais de 2024, o PL saiu vitorioso de forma inesperada em algumas das principais prefeituras do estado, contrariando pesquisas de intenção de voto e desbancando candidatos consolidados. Em Cuiabá, Abilio Brunini derrotou Eduardo Botelho (União), então favorito no primeiro turno, e Lúdio Cabral (PT) no segundo. Em Várzea Grande, Flávia Moretti superou Kalil Baracat (MDB), que buscava a reeleição e contava com apoio de figuras importantes, como a família Campos, a deputada Janaina Riva (MDB) e o governador Mauro Mendes (União).
O partido também conquistou Rondonópolis, com Cláudio Ferreira; Primavera do Leste, com Sergio Machnic; e Sinop, com Roberto Dorner.
“Poucos acreditavam que nosso planejamento estava correto, e quebraram a cara. Muitos quebraram a cara mesmo. Não achavam que o PL estava tão organizado para fazer acontecer, e nós fizemos”, disparou o dirigente.



