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Terça-feira, 09 de Dezembro de 2025, 11h:54 - A | A

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Câmara instaura segunda CPI da CS Mobi para apurar supostas fraudes na licitação

Da Redação

A Câmara Municipal de Cuiabá instaurou uma segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e a CS Mobi, aprofundando um ponto que ficou fora do escopo da primeira investigação: o processo licitatório que deu origem ao contrato firmado ainda na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).

A nova CPI foi aberta após pedido do vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania), que conseguiu juntar as assinaturas necessárias cerca de dois meses após a proposição.

Diferentemente da primeira CPI, que focou no contrato já assinado e foi presidida por Rafael Ranalli (PL), com Dilemário Alencar (União) como relator e Maysa Leão (Republicanos) como membra, a nova investigação pretende apurar supostos vícios e irregularidades na licitação que antecedeu a celebração do acordo.

A instalação da segunda CPI foi motivada pelo dossiê apresentado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) durante oitiva realizada em 25 de setembro. O documento, com cerca de quatro mil páginas, apontou falhas estruturais desde o início da parceria, incluindo tratativas iniciadas em 2019 por meio da empresa Promulti, possíveis vantagens indevidas e descumprimento de decreto que tornaria o contrato inviável.

Para Dias, o material revela um processo “fora do comum”, “complexo” e, possivelmente, marcado por “vícios insanáveis”. O vereador afirma ainda que a expectativa é de que a nova investigação avance justamente sobre as lacunas apontadas no dossiê.

Com a CPI já instaurada, o próximo passo será a definição de sua composição final. A reunião do Colegiado de Líderes deve ocorrer na próxima semana para indicar tanto o relator quanto o vereador que completará a comissão.

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