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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025, 16h:29 - A | A

TORTURA EM SINOP

Mauro Mendes promete punição rigorosa no “Ferrugem”, mas aguarda apuração

O governador garantiu que não terá "compromisso com o erro" e punirá servidores envolvidos nas torturas denunciadas na Penitenciária de Sinop, mas condicionou a ação ao resultado da sindicância instaurada

Da Redação

O governador Mauro Mendes (União Brasil) se manifestou sobre as graves denúncias de tortura física e psicológica na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como "Ferrugem", em Sinop (a cerca de 500 km de Cuiabá). O governador prometeu punição para os envolvidos, mas ressaltou que aguarda a conclusão da apuração dos fatos.

“O governo instaurou sindicância, já está em andamento e eu espero que rapidamente eles tragam os fatos, e se alguém da parte do governo fez alguma coisa errada. Não tenho compromisso com o erro, nenhum secretário, e seguramente serão punidos, mas é necessário que traga mais evidências, não dá para ouvir apenas um lado e emitir opinião”, afirmou Mendes. 

O governador, no entanto, não soube confirmar se o diretor do presídio, que teria ameaçado o juiz responsável pela inspeção, foi ou será afastado de suas funções.

PODER PARALELO

A manifestação do governador ocorre após a divulgação do Relatório Executivo de Inspeção Emergencial, realizado em outubro de 2025 pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH/MT) e pelo Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Tortura (CEPET/MT).

A inspeção, conduzida após denúncias graves do Tribunal de Justiça (GMF/TJMT) e supervisionada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, encontrou um cenário de violência institucionalizada com indícios consistentes de tortura, maus-tratos e uso excessivo da força.

Além de indícios de ameaça contra autoridades, incluindo o juiz e o promotor presentes na inspeção, supostamente articuladas por servidores da própria unidade.

A conclusão de que o ambiente institucional do "Ferrugem" opera sob uma lógica de poder paralelo, representando risco não apenas para os presos, mas também para as autoridades de fiscalização da execução penal.

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