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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 13h:23 - A | A

MISTURA POLÊMICA

Ministro chama fala de Flávio sobre etanol de “grande asneira” e diz que governo quer ampliar mistura

Flávio afirmou recentemente que, caso seja eleito, pretende rediscutir o percentual obrigatório de etanol misturado à gasolina

Da Redação

Foto: Reprodução

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, classificou como uma “grande asneira” a crítica feita pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao aumento da mistura de etanol na gasolina. Nesta quinta-feira, 27 de agosto, em Várzea Grande, o ministro defendeu a política adotada pelo governo federal e afirmou que o País ainda pode avançar na participação do biocombustível.

Flávio afirmou recentemente que, caso seja eleito, pretende rediscutir o percentual obrigatório de etanol misturado à gasolina. O candidato comparou o aumento da mistura a uma espécie de “reduflação”, argumentando que o consumidor estaria pagando o mesmo para receber menos gasolina. A declaração provocou reação de entidades do setor sucroenergético, que afirmaram que a medida é respaldada por estudos técnicos.

 

Ao comentar a declaração, André de Paula disse discordar “frontalmente” da avaliação e ressaltou a importância do etanol, especialmente para estados produtores como Mato Grosso.

“A participação, por exemplo, do etanol, tão importante para Mato Grosso, eu discordo frontalmente, porque isso não foi uma coisa que dependesse da vontade do presidente ou de ministro. Isso é um estudo técnico, científico, está comprovado”, afirmou.

O ministro também indicou que o governo pretende continuar aumentando o percentual de etanol na gasolina dentro do limite permitido pela legislação.

“Mas vamos avançar. O presidente tem, por lei, o direito de ir até E35. Nós fomos a E27, E30 e agora estamos em E32”, disse.

Segundo André de Paula, a utilização do etanol representa uma vantagem competitiva para o Brasil e diferencia o País no cenário internacional.

“Eu quero lhe dizer que isso é, sem dúvida nenhuma, ao meu ver, algo que faz o Brasil um país diferente dos demais, algo que nos dá uma competitividade diferente”, declarou.

Sem citar novamente Flávio pelo nome ao concluir a resposta, o ministro foi mais duro na avaliação.

“Sem entrar no mérito de quem disse, eu entendo que isso é uma grande asneira”, disparou.

Após a repercussão da declaração de Flávio, a campanha do candidato divulgou nota afirmando que ele defende os biocombustíveis e considera o etanol uma política de Estado, mas critica seu uso como medida conjuntural para conter preços.

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