O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que aguarda a definição de protocolos pelo Conselho Municipal de Saúde para viabilizar a compra das canetas emagrecedoras, previstas na emenda de R$ 1,2 milhão apresentada pela vereadora Michelly Alencar (União). Para que os medicamentos sejam disponibilizados a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), os médicos precisam estar cientes das regras estabelecidas para o receituário. Segundo o gestor, todo esse processo é burocrático e demanda tempo.
Ele garantiu que o valor destinado à aquisição dos medicamentos já está reservado, mas justificou que optou por não realizar a compra de imediato para evitar riscos de vencimento.
“Nós temos os recursos para comprar os medicamentos com as emendas dela, só que para estabelecer o atendimento no SUS, a gente precisa estabelecer o protocolo. Então, o médico que está atendendo no SUS, ele não quer atender, ele quer que tenha um protocolo”, pontuou.
“Esse protocolo não depende do SUS nacional, não é assim, depende do nosso Conselho Municipal de Saúde, dos protocolos municipais, de como vai ser atendido, onde vai ser atendido, aqui. A parte boa disso tudo é que a emenda da vereadora vai ser respeitada, vai comprar o medicamento, o dinheiro fica lá em reserva [...] não dá para comprar o medicamento e deixar o medicamento parado sem ser aplicado”, completou.
A distribuição das canetas fará parte de um programa de combate à obesidade, voltado a pacientes classificados nos níveis 2 e 3 da doença. A iniciativa deve incluir acompanhamento médico, nutricional e físico.
“Os protocolos no serviço de saúde não são tão rápidos de serem estabelecidos. O recurso para a emenda nós temos, vamos fazer o programa, vai dar certo. Em Cuiabá vai ter o tratamento com mounjauro para as pessoas que estão muito acima do peso, em grau 2, 3 de obesidade”, frisou.
Em meio ao anúncio da destinação da emenda, feito ainda em junho deste ano, o prefeito também se comprometeu a destinar R$ 1,2 milhão do Executivo para a compra das canetas.
Um estudo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), do Ministério da Saúde, publicado no ano passado, apontou Cuiabá como a terceira capital do país com maior número de pessoas com sobrepeso e obesidade. Entre 2006 e 2023, o índice de cuiabanos com essas condições passou de 46% para 65%.
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