As prefeituras de Mato Grosso apresentam uma média de 65,59% de transparência em relação às informações que deveriam estar disponíveis em seus sites, segundo o Radar da Transparência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Esse índice coloca o estado abaixo da média nacional, destacando desafios na gestão pública, principalmente nos municípios menores.
Municípios menos transparentes
Os dados revelam que os municípios com pior desempenho em transparência são:
- Planalto da Serra (256 km ao sul de Cuiabá), com apenas 25,2%;
- Serra Nova Dourada (1.125 km a nordeste), com 26,4%;
- Nova Lacerda (546 km a oeste), com 28,8%.
Essas cidades divulgam pouco ou quase nada sobre temas essenciais como despesas, receitas, planejamento estratégico, prestação de contas, e recursos humanos, entre outros.
Informações mais negligenciadas
Os itens menos divulgados pelas administrações municipais incluem:
- Cumprimento das metas do planejamento estratégico;
- Dados sobre incentivos a projetos culturais;
- Plano de contratações anual;
- Detalhamento da execução orçamentária;
- Pagamentos de verbas indenizatórias.
Esses indicadores são fundamentais para que a população acompanhe a aplicação dos recursos públicos e a execução das políticas públicas.
Cenário estadual e nacional
Prefeituras de cidades menores, com até 5 mil habitantes, apresentam os índices mais críticos, com uma média de 60,2% de transparência. Mesmo assim, Mato Grosso registrou uma melhora de 15,6% em relação ao ano anterior, ocupando a 12ª posição nacional no ranking da transparência.
O estado mais transparente é o Pará, com 89,9%, enquanto o Amazonas aparece na última colocação, com 25,6%.
Avanços e desafios
Embora Mato Grosso tenha demonstrado avanços, ainda há um longo caminho para que a transparência seja plena e efetiva, especialmente nos pequenos municípios. A falta de divulgação das informações impede que os cidadãos exerçam o controle social sobre os gastos públicos e as ações governamentais.
A melhoria da transparência depende tanto de investimentos em tecnologia quanto de uma mudança cultural nas gestões municipais, reforçando a necessidade de um compromisso com a clareza e a prestação de contas para a sociedade.


