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Domingo, 31 de Agosto de 2025, 11h:41 - A | A

VIOLÊNCIA DESENFREADA

"Mulheres precisam se unir para frear feminicídios", defende pré-candidata ao governo

À imprensa, Natasha Slhessarenko ressaltou que o Brasil já possui legislação avançada no combate à violência doméstica, mas que a aplicação prática ainda é falha

DA REDAÇÃO

A necessidade de união entre mulheres para enfrentar a violência de gênero foi a principal mensagem da médica e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), durante declaração sobre os índices de feminicídio em Mato Grosso. Pré-candidata ao governo, ela chamou atenção para os números alarmantes: 36 casos registrados apenas em 2025 e 47 em todo o ano passado.

Para Natasha, o problema exige mobilização coletiva. “As mulheres precisam estar juntas e se mobilizar, o poder público, a sociedade civil, as instituições, as escolas, todo mundo”, afirmou.

Ela ressaltou que o Brasil já possui legislação avançada no combate à violência doméstica, mas que a aplicação prática ainda é falha. “Lei existe, existe a Lei Maria da Penha, que é uma das leis, aliás, mais rigorosas que tem, mais inteligente do nosso país. As leis não são cumpridas e não existe o cumprimento da parte educativa da Lei Maria da Penha”, disse.

De acordo com a médica, tanto a parte punitiva quanto a educativa da lei têm sido negligenciadas. “Não está sendo cumprida nenhuma das duas, ou muito pouco, né? Então é preciso que isso seja colocado em prática, com cuidado e respeito pela vida da mulher aqui no nosso Estado”, completou.

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