A diretoria do Atlético-MG rebateu as acusações do Cuiabá sobre o não pagamento dos valores da negociação envolvendo Deyverson, realizada no ano passado. O clube mineiro repudiou qualquer medida fora da CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), ligada à CBF, e chamou a denúncia de imprópria.
A polêmica, aliás, começou quando o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, acionou Rubens Menin, sócio majoritário da SAF do Atlético-MG, no Banco Central. O motivo foi o atraso no pagamento da dívida entre os clubes. No pedido, Dresch exigiu a análise de contas de uma instituição financeira controlada por Menin. O objetivo era verificar a situação econômico-financeira dele, inclusive como controlador de empresas inadimplentes.
Contudo, pelo lado do Cuiabá, as dívidas da Galo Holding — empresa que controla a SAF do Atlético e tem Menin como acionista — comprometem a capacidade financeira exigida pelo Banco Central. Em nota, o Atlético afirmou que os valores cobrados na negociação de Deyverson são indevidos. Hoje, o jogador atua no Fortaleza.
A SAF do Atlético também atrasou pagamentos por outros reforços: Cuello (Athletico-PR), Fausto Vera (Corinthians), Natanael (Coritiba) e Júnior Santos (Botafogo).